Refúgio dos Vampiros


Segunda-feira , 31 de Agosto de 2009


Areias do Tempo

Um colega de trabalho me pediu para escrever para ele uma música, bom tentei, o que acham??

Escorrem as areias do tempo

E o tempo continua a passar

Parece parado neste momento

Quanto isso irá durar

 

Começo a pensar que eu

Só estive aqui sem saber o que fazer

Imagine o que aconteceu

Você estando aí sem poder...

 

Preciso de ti agora neste momento

Agora e para todo o sempre

Porque não sei explicar este sentimento

Não é possível que não se lembre

Nós dois juntos neste mundo

Somente você pode me fazer continuar

O tempo passa a cada segundo

Você é meu céu e o meu mar

 

Agora não tenho mais tempo

Preciso de ti agora e para sempre

Será que não entende este sentimento?

A areia que escorre não mente

 

Não há o que pensar

Se não me deseja mais, para que insistir?

Não precisamos mais brigar

Saiba que sem você não posso existir

 

Preciso de ti agora neste momento

Agora e para todo o sempre

Porque não sei explicar este sentimento

Não é possível que não se lembre

Nós dois juntos neste mundo

Somente você pode me fazer continuar

O tempo passa a cada segundo

Você é meu céu e o meu mar

 

A ampulheta me aprisiona, me sufoca

As areias do tempo me prendem

Estou preso a ti, a esta força

Todos me compreendem

 

Preciso de ti

Preciso de tempo

 

Não temos mais tempo

O tempo acabou

 

Preciso de ti agora neste momento

Agora e para todo o sempre

Porque não sei explicar este sentimento

Não é possível que não se lembre

Nós dois juntos neste mundo

Somente você pode me fazer continuar

O tempo passa a cada segundo

Você é meu céu e o meu mar

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 08:23:27 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Terça-feira , 09 de Junho de 2009


Lua Cheia

Enquanto isso, do outro lado da cidade...

 

 

 

Subúrbio do Rio de Janeiro,

 

 

Desde que nascera, Wellington sabia que não era normal. No entanto, levou uma vida como um garoto simples do subúrbio do Rio de Janeiro. Soltava pipa, jogaba bola, faltava aula, cantava as garotinhas da cidade... Tudo seria muito normal, senão fosse por suas pequenas mudanças. Enquanto garoto, as coisas pareciam pequenos milagres e realizações divinas. Mas quando chegou a sua puberdade, tudo mudou... e Wellington começou a chamar a atenção.

 

Por volta dos 14, 15 anos, Wellington desenvolveu uma massa muscular de dar inveja aos seus amigos que praticavam academia moderadamente. Sendo que ele muito mal ia as aulas de educação física. Sua resistência física e fôlego também eram insuperáveis. Ele corria o campo de futebol inteiro de um lado ao outro e não se cansava. Quando os demais estavam exaustos, ele ainda estava dando saltos e querendo mais e mais. Outro fator decisivo, para que as suspeitas em sua mudança, ocorresse, fora o de sua força e níveis de agressão descarados!

 

Suas tias diziam que ele sempre fora um menino levado e respondão, mas nunca ao nível que vinha se tornando atualmente. Qualquer coisa era motivo para brigas na escola e nas ruas. Diversas vezes seus amigos conseguiram apaziguar e separaram ele de seus agressores. Geralmente os inimigos de Wellington saiam com os rostos repletos de hematomas e escoriações pelo corpo, enquanto o menino saia ileso. - Embora muitos aleguem que ele tenha levado uma surra de deixar qualquer um de coma por uma semana ou mais.

 

O tempo se passou. Médicos e estudos não conseguiram responder as duvidas da familia e dos amigos de Wellington. Ele era apenas um adolescente saudável e com um metabolismo em mudança. Era comum na puberdade, diziam os médicos. E quanto ao acelerado nível de cicatrização e resistência do jovem, os médicos apenas diziam que não era necessário alarme, era apenas um jovem abençoado com um sistema imunológico fenomenal.

 

Atualmente o jovem é um homem e está para fazer 18 anos, a famosa idade adulta.

 

Após as últimas aulas, Wellington saiu para beber com alguns amigos na Rua do Rio, famoso local e point de muitos jovens no Shopping Nova América. Bebida vai, bebida vem, conversa vai, conversa vem... Eis que um cara de uma outra mesa estava olhando para a mesa onde estavam Wellington e os amigos, incluindo a sua namorada na época. O cara da outra mesa estava descaradamente olhando para a moça, algo que estava incomodando demais o jovem aniversariante.

 

 

A gota d’água foi quando um garçom entregou um drink a Melissa, namorada de Wellington e indicou ser por cortesia do rapaz da mesa ao lado. Em seguida, tudo aconteceu muito rápido.

 

De repente Wellington estava com as mãos ao redor do pescoço do cara. O outro, muito forte, aparentava um físico tão invejável quanto o de Wellington, mas parecia que o jovem detinha uma força descomunal para sua idade, tamanho e físico. Os outros tentaram se aproximar, mas foram afastados por uma mesa que, com apenas uma das mãos, o jovem foi capaz de lançar contra ele.

 

O galanteador engoliu em seco quando sentiu-se suspenso no ar por apenas uma das mãos de seu agressor. Seus pés balançavam freneticamente enquanto ele se debatia e socava o peito e o rosto de Wellington que, inabalavelmente apertava cada vez mais forte o pescoço do outro.

 

A última coisa que o cara viu foram dois grandes olhos vermelhos com tons amarelados fuzilando-o com um olhar, em seguida ouviu o som do próprio pescoço quebrar e tudo se tornou negro.

 

Seguranças do shopping chegaram para separar a briga, e caíram uns contra os outros quando Wellington lançou, como se joga uma bola, o corpo do cara contra eles.

 

Melissa olhou horrorizada para o corpo desfalecido do rapaz contra os seguranças. A cabeça pendendo numa posição humanamente impossível e os olhos arregalados num pânico eterno. Estava morto.

 

 

As pessoas começaram a gritar e correram da Rua do Rio. Wellington ainda em fúria, partiu para cima dos seguranças que tentaram se defender com cassetetes. Mas com apenas um soco, ele partira cassetete com dentes e alguns ossos.

 

Foi o tempo da polícia aparecer e anunciar voz de prisão ao rapaz. Ele nada respondeu. Parecia um cão acuado e enraivecido. Mais uma vez demonstrou suma imensa raiva e força ao lançar duas mesas, segurando uma em cada mão, contra os policiais. Que logo em seguida abriram fogo contra ele.

 

As balas batiam em sua pele e, a princípio, parecia que nada acontecia, mas logo o sangue começou a jorrar pelas feridas e ele caiu quando uma bala atingiu em sua cabeça. O corpo estagnado e todo ensangüentado, permaneceu inerte no chão e os policias puderam se aproximar. Foi quando o jovem Wellington puxou dois pelos pés e os arremessou a mais de 15 metros. Os outros dois só tiveram tempo de defender os rostos, pois logo receberam um poderoso golpe em suas barrigas, enquanto o atacante se levantava num único salto e se grudava a parede como um Homem-aranha.

 

Humanamente impossível, ele cravava seus dedos nas paredes deixando pequenas lascas de concreto caindo, ele escalou até o topo do prédio freneticamente, as balas comiam solto atrás dele, umas perfurando suas pernas, outras passando de raspão. Mas ele consegue se jogar contra o telhado e foge. Forças policias foram chamadas e mais reforços chegariam em seguida.

 

Wellington saltou sobre telhados e se esgueirou entre becos. Ao anoitecer, quando a lua cheia surgiu ao céu, ele ficou hipnotizado admirando aquela imensa esfera dourado-prateada. Quando, como um lobo na floresta, ele se pôs a uivar. Um uivo fúnebre, longo e ameaçador. Aos poucos foi se tornando um uivo rasgado e quase um rosnado e ele tornou-se um ser híbrido, metade homem, metade lobo. Um lobisomem.

 

 

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 09:46:05 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Segunda-feira , 08 de Junho de 2009


O Encontro

         Copacabana — faz frio e chove pouco.

         Há duas noites caminho entre os vivos, mas não sou mais um deles e sei disso. E aos poucos comecei a perceber que, mesmo que poucos, existem outros como eu. Caçadores noturnos sedentos de sangue. Vampiros.

         Minha história começou há duas noites, quando acordei parecendo um bêbado, mas se era bêbado, deveria estar com uma enorme ressaca, pois a sede era absurda. Foi quando descobri o que havia me tornado, pois ataquei uma jovem que comemorava o Carnaval com alguns amigos e bebi todo o seu sangue.

         Uma voz em minha cabeça pedia para parar, mas eu não conseguia. Então eu matei. Pela primeira vez em meus vinte e cinco anos de vida, matei uma pessoa. E o pior, pensei que fosse sentir o mínimo de remorso e não houve nada. Uma voz em minha cabeça dizia “bom, posso conviver com isto.” Mas ainda não me parecia certo.

         Contudo, a fome vinha todas as noites, cada vez mais forte... mais fome. É como se uma besta interior devorasse minhas entranhas e clamasse sempre por sangue. Sempre, sempre, sempre!

 

 

         Alias, não só o sangue vem sendo um problema, existem ainda os problemas com fogo e sol. Quando a noite se foi, naquele fim de Carnaval, o sol começou a nascer devagar no horizonte, senti minhas pálpebras queimando e o rosto formigando de leve com o mínimo de claridade que nele se abateu. Um sono repentino me acercou e tive que lutar para não cair dormindo no chão.

         Lutando contra o sono e buscando desesperadamente um lugar para me esconder do sol, corri por entre becos e ruelas. Algumas pessoas começavam a chegar ao centro da cidade para mais um dia de trabalho e eu passei trombando por elas. Devem ter achado estranho, mas o mais provável terem achado que eu fosse algum trombadinha correndo de policiais.

         Lancei-me metrô adentro e usei meu último bilhete — bendita hora que o bilheteiro ofereceu-me a comprar a volta, e eu aceitei! —  Ali dentro já não precisava me preocupar com o perigo do sol, mas ainda precisava vencer o sono e encontrar um lugar seguro para passar o dia. Afinal, apenas vampiros de Hollywood tinham seus caixões para dormirem enquanto o sol queimava os idiotas que ficassem do lado de fora, como eu. Mas não sei se conseguiria dormir num caixão, tudo bem que nunca fui fã de sol, mas um caixão era demais pra mim. Passar alguns segundos no elevador, parecia levar uma eternidade. E quando estava lotado então, putz...

 

 

 

[continua....]

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 12:29:24 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

cont.... "O Encontro"

 

           A estação da Cinelândia não estava cheia. O trem que passara com alguns trabalhadores já se fora e eu tinha ela agora só para mim. Que se fodam os guardas do metrô, eu não podia perder tempo. Saltei para os trilhos ao mesmo tempo em que a mensagem de “senhores passageiros não ultrapassem a faixa amarela...” era emitida pelos auto-falantes.

         Corri numa direção qualquer e estremeci ao ouvir o som de mais um trem vindo em minha direção. Olhei desesperadamente por um abrigo, e avistei poucos metros à frente. Saltei para dentro dele, momentos antes do trem passar zunindo atrás de mim.

         Não tinha mais energia alguma, naquela alcova, em meio à ratos e baratas, novamente... tal como em meu Despertar, eu dormi e ali passei o primeiro dia de minha existência na nova vida. Cheio de dúvidas e incertezas. Precisaria buscar respostas.

         Quem eu era? E minha vida normal? Meus parentes e amigos? Como prosseguir?

... foram estas perguntas que me trouxeram até Copacabana. Há duas noites que venho me adaptando. Percebi que minha força hoje é maior e meus sentidos também se aguçaram. No entanto, não sei se os poderes que mostram nos filmes, são verdadeiros ou não, pois não sei se eu é quem não sabe utilizá-los, ou se não existem mesmo.

          Foi caçando na Avenida Atlântica, que me deparei com outro vampiro. Ou melhor, uma vampira. Extremamente sexy, sedutora, linda e fatal.

         Ela estava caçando também. Utilizara o disfarce de prostituta para se aproveitar dos turistas obcecados por mulatas brasileiras e dos empresários adúlteros e trouxas que desperdiçam todos os meses uma pequena fortuna por uma transa informal.

         Ela era mulata com cabelos alisados e trajava roupas curtas e provocantes. Com um imenso salto alto e uma pequena bolsinha no ombro. Os olhos eram cobertos por uma silhueta delineadora que apresentava um olhar sedutor e fatal. Qualquer que fosse o homem — e talvez até mulher —, cairia na rede daquela viúva-negra.

         Percebi logo o momento do ataque! Ela seduziu um senhor de meia-idade e caminhou com ele para dentro da Praça do Lido, seria lá o local do abate.

         Não atrapalhei sua alimentação, me esgueirei pelos cantos e saltei a grade. Aguardei até que ela terminasse e soltasse o corpo vazio do pobre coitado até o chão. Quando ela começou a se afastar, pude ver sua pele se tornando mais bronzeada do que anteriormente, era o sangue dele se transformando dentro dela e lhe dando uma aparência falsa de vida humana.

         — ... é, dá licença moça...

 

 

 

 

         Ela se virou com um olhar que me fulminou. Olhou ao redor para se certificar de que estávamos a sós.

         — O que cê quer?

         — Eu... er... percebi que temos algo em comum, queria saber...

         — Se você é michê, não posso fazer nada. Num sô puta porque escolhi, faço por que o dinheiro é fácil e é tudo que sei fazer.

         — Eu falava com relação de sermos...

         Então revelo minha face vampiresca para ela. Apresento minhas presas.

         No mesmo instante, quase como que reagindo por instinto, ela arregala os olhos e apresenta também suas presas e se eriça como um gato pronto para brigar. O tom de seus olhos muda para um amarelo dourado e sinto, tenho que admitir, um pavor de sua presença intimidadora.

         — Calma, calma gatinha — eu digo a ela tentando acalmá-la —, não to querendo arrumar briga não. Só vim atrás de você porque percebi que éramos iguais e preciso de algumas respostas.

         A chuva começa a apertar.

         — Quanto tempo que cê é assim?

         — Dois dias. Acordei no último dia de carnaval, e ataquei uma garota.

         Ela fica um momento pensando.

         — Vi algo de uns corpos que apareceram sem sangue no centro da cidade, então era você. — concordo apenas movendo a cabeça. — Vamos sair dessa chuvarada, moro num sobradinho aqui perto. Tu pode passar o dia lá hoje, e colocamos isso em pratos limpos.

         Assim conheci Daiana, pelo menos foi como ela se apresentou para mim.

         — Então diga, William, o que cê sabe sobre ser vampiro?

         — Te digo o que sei, você me ensina o que sabe?

         Ela apenas sorriu. Parecia saber de algumas coisas. Bom, era o que eu tinha para aprender a ser o que era. Uma prostituta semi-analfabeta que cobrava seus programas com a vida de seus clientes.

         Era o que eu tinha, precisava me acostumar e me contentar com o que tinha, por enquanto.

         — Tá bom então, néim. Fica quietinho enquanto te conto o que eu sei.

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 12:27:49 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Sexta-feira , 09 de Janeiro de 2009


2009....

Entra ano, sai ano... tudo muda, nada muda

coisas vão, coisas vêem

as pessoas mudam, outras não

O sentimento mantêm, o coração reformula

A dor, o ódio, o pavor e a angústia permanecem...

Enfim

que todos tenham um excelente 2009

e que eu consiga me recuperar.

 

Só isso...

 

blog de cara nova.

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 01:01:29 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Sábado , 20 de Dezembro de 2008


Fome

Um instante estou aqui, bem e com ares agradáveis,

em outro estou só, caminhando a passos curtos e precisos

neste chão pútrido onde ratos, baratas e outros vermes rastejam

 

A água pinga eternamente em pequenos gotejos irritantes

passo por ela e deixo um rastro de pegadas por onde passo

As paredes de pedra ao meu redor são frias e um lodo asqueroso impreguina toda ela

sinto repulsa e passo direto, cabisbaixo; mãos no bolso, olhar fitando o chão...

 

O que fazer? para onde ir?

São perguntas que não sei as respostas, ou talvez saiba e não queira aceitá-las

ainda...

 

Pode ser, porém... não sei, talvez não.

Tudo depende. De mim ou de outra, ou outras pessoas

 

Sinto um cheiro, ah sim, aquele cheiro!

doce, juvenil, sedutor e prazeroso...

o cheiro da presa, da caça o cheiro do alimento precioso

minha fonte rica em vitaminas e sais minerais,

Ah! odiosas aulas de química e biologia!

 

Avisto, não é nada de mais... é conhecida

mas não sei se posso, não sei se devo

 

Eu quero e não quero ao mesmo tempo

ainda me resta o gosto de seu suave perfume açucarado,

seu néctar que me alimentou, durante algum tempo, e agora se foi

 

Eu te quero e você não me quer

persigo a presa e ela foge, se mostra e depois foge...

o que quer? o que quer de verdade?

 

Preciso de você, preciso da sua energia... estou fraco, definhando

luzes ofuscam minha visão

choro, você some... e eu padeço

 

Ilusão, fome, dor, e amargura

decepção

 

Estou sozinho novamente e sempre estarei

Novamente rejeitado e fraco

 

Sigo em frente em busca de forças

preciso de energia

 

Outra presa, outra decepção

Novamente, me faltam forças, me falta energia

Preciso atacar! imobilizar e sorvê-lo todo, sem deixar cair uma gota sequer

Preciso... preciso... preciso...

 

Ai, droga! Preciso de um amor.

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 01:27:03 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Quinta-feira , 13 de Novembro de 2008


Para você

Puxa, como passa rápido. E de repente cá estamos 13 de Novembro. Muito rápido. E parece ser mais tempo ainda, não é mesmo?

É engraçado. Tudo acontece de uma forma muito peculiar. Uma abordagem repentina e esquisita veio a se transformar em algo tão forte, caloroso e devastador. Com seus altos e baixos e golpes freqüêntes e frenéticos.

Posso dizer que estou bem, que estou feliz. Mas estou me adiantando. Se me proponho a fazer algo, que seja feito direito.

Lembro-me bem de como foi. Você apareceu de repente, sem pedir licença, sem avisar ou algo do tipo. Simplesmente apareceu. Eu olhei, diretamente. De cima à baixo. Analisando. Avaliando. Querendo. Desejando.

Demorei, eu sei. Mas sabe como é... é aquilo! Mas conseguimos, e foi fantástico. Maravilhoso, divino!

Uma fuga, um seqüestro na calada da noite. O lusco-fusco do alvorecer cálido e fenomenal. Nossa! Quantos adjetivos!!!

Logo veio saudade. A falta de te ter comigo ontem, hoje e sempre. Abraços e beijos cada vez mais ternos.

Flores, meus Deus! Flores! Nunca havia ganhado flores em toda minha vida... minhas pernas tremeram, fiquei sem reação. A voz faltou, palavras sumiram, minha mente se tornou um mar de encantos e desejos. Uma paixão linda e duradoura se iniciava.

Local proibido, ao menos para mim. Não novo, apenas diferente e inseguro. Você quer? sim? Eu também, então... por que não?

Os primeiros problemas, claro, nem tudo são flores... FLORES? Puxa! Flores, meu Deus! Mais alguns dias se passam e tudo se intensifica, aumenta, torna-se! E eis uma data ruim, fria, que marcou uma época de aflição e preocupação.

O que foram as tardes que passei preocupado sem saber o que fazer? O que foram as noites que passei sem conseguir dormir? Mas tudo se resolveu, ainda bem... uma quinzena foi o tempo para se resolver. Ufa!

E uma quinzena foi o tempo para que um mês se completasse, ora então... Puxa, um mês. Eu te vejo, eu te sinto, eu te inalo, eu te toco e eu te degusto... lembra? Você gostou, sei que gostou.

O segundo atrito. Desta vez me preocupei muito. Foi ruim, sofri. Foi a primeira vez que me senti realmente mal por algo que não compreendia. Preciso aprender a te entender mais, e melhor! Hoje eu sei, mas naquela época, não.

N'outro dia, tudo se resolve, como? Ora, com amor, claro. E não é sazon... rs

Puxa, nunca alguém havia conseguido alcançar este grau de intimidade e fazer-me feliz e tocar meu coração de tal forma como você o fez. Sim, você o fez... Obrigado por isto. Por tudo. Sempre.

Muitas doideiras juntos, não é? Conheci novas pessoas contigo. Ri, me diverti, vivi! Aprendi realmente a dar mais valor ao meu agora, a vida acontece agora e não para daqui há alguns anos. Precisamos vivenciar o presente almejando o futuro, e não preparar o presente para que seje um belo futuro. É tudo um conseqüência do outro. E você é minha conseqüência.

Eu te amo.

Sim, amo. Muito. Bem mais do que eu já sonhei que amasse. Estava em dúvidas perante meus sentimentos, não sabia se era amor, ou apenas paixão. Mas é amor. Sei que é. Tento mostrar, tento provar. Mas acho que não precisa. Você sabe, não sabe? Sei que sabe.

 

 

Não sei para quê escrevi isto, pessoas que não sabem nada sobre mim vão ler isto e não vão entender nada. Outras que sabem, vão ler e podem ou não deduzirem alguma coisa... quer saber? Que se dane! Se leu, é porque queria saber alguma coisa, não é mesmo?

Escrevo para mim, para você.

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 12:08:50 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Terça-feira , 11 de Novembro de 2008


Bom, sei lá assim... Já É

Atualmente ando sentindo vontade de escrever mais neste blog. Lembro-me que prometi a mim mesmo não transformar isto num diário particular (nada particular não é? visto que está online e todos podem ler o que estiver aqui escrito. Bom, que se f0d@! Eu ia escrever alguma coisa, mas me veio a música de Lulu Santos à cabeça, e resolvi postá-la agora na íntegra:

Já É

Sei lá
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer
E nossa história de repente ficou
A gente não se reconhece ali
No contrário de um déjà vú

Sei lá
Tem tanta coisa que a gente não diz
E se pergunta se anda feliz
Tomo o rumo que a vida tomou
No trabalho e no amor
Se a gente é dono do próprio nariz
Ou o espelho é que se transformou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um vis-à-vis

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Agora que já é

Sei lá
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer
E nossa história de repente ficou
Alguma coisa que alguém inventou
A gente não se reconhece ali
No contrário de um déjà vú

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Agora que já é

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 02:06:30 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Sexta-feira , 07 de Novembro de 2008


Retorno

PORRA!! Tinha começado a escrever aqui e esta car@lh@ apagou tudo huahuh aff!

 Conheci gente nova, pessoas maravilhosas.

Fiz coisas malucas e impensáveis!!!

Rodei o RJ num carro lotado zuando pra carai... hauhauhau enfim... estou vivendo!!!

Eu tinha dito que há muito não escrevia e que muita coisa aconteceu, mas que resolvi escrever nele de novo. ¬¬ (sem saco pra reescrever tudo... aff!!!)

 

Sinto você e te desejo intensamente

Respiro você e desejo seus beijos e abraços

Seu perfume, seu calor, seu sabor...

Quando está longe, sinto-te perto

Quando está perto, sinto-te longe

Mas uma coisa é certa

Não é preciso estar perto para se estar junto

 

Por que faz isto comigo? Ou melhor, como faz?

Sempre te quero, sempre te desejo...

Minha vida se despedaça ao pensar em perder-te

Como farei? Como viverei? Sem você... quem serei?

 

São muitas perguntas para poucas respostas

E somente tu poderá me responder e esclarecer

 

Na calada da noite te espero

De sobre a varanda...

Chove, chove muito e eu aguardo

Aguardo seu retorno a mim, você prometeu voltar

 

Você prometeu cuidar de algo muito especial

Preciso realmente que cuide, guarde, tenha...

Você prometeu cuidar dele para mim

Oh, o que será de mim?

O que farei? Como viverei? Sem você... quem serei?

 

Aguardo pacientemente pelo seu retorno

 

 

 

Bom foi isso.

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 12:56:01 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Terça-feira , 16 de Setembro de 2008


Um Hóspede Muito Especial

“Entre e sente-se”.

   “Está confortável? Hum... bom, então vamos começar”.

   Ele me convidara para seu castelo no alto das montanhas, na beira de um penhasco altíssimo. Seu nome é Manfred Alkiostoff Bratovitch, Lorde de um enorme castelo e vastidões de terras.

   “Está bem acomodado? Deseja uma xícara de chá?”

   Sempre muito gentil e hospitaleiro.

   Lorde Bratovitch convidou-me para escrever para ele sua história de vida. Para isto eu deveria permanecer em sua residência durante o tempo que fosse necessário para o término do escrito. Pagar-me-ia muito bem, algo que ele sempre foi — generoso ao extremo.

   O uivo dos lobos constantes deixava um clima sombrio e lúgubre nas noites em que nos encontramos. Sim, apenas nos encontrávamos nas noites, Lorde Bratovitch era um homem muito ocupado durante o dia e apenas tinha tempo durante a noite. As quais nós nos reuníamos em belas salas ornamentadas com lareiras e grandes mesas. Ou mesmo sentados ao chão, com almofadas antiquadas e carpetes persas.

   Para falar a verdade, eu mesmo nunca encontrava com Lorde B. durante o dia — como eu me referia a ele, sem estar na presença dele, claro. — Tinha acesso a diversas áreas do castelo. Os servos sempre muito atentos e dispostos a me prestar serviços. Quando eu perguntava sobre o lorde, eles apenas desconversavam e falavam o quanto seu senhor era generoso.

   Vamos então ao início da história de Lorde Bratovitch.

   O ano é 1282 da Era de Nosso Senhor. Lorde B. disse-me ter nascido de uma família de linhagem real, mas que nunca haviam, de fato, herdado o trono. Apenas detinham o título de nobreza.

   Filho do Conde Abrastophilos Jiylgas Bratovitch e Amélia Cassyars DeCáurs e irmão de seis irmãos e três irmãs, era o sétimo filho do conde.

   “Com meus irmãos aprendi a arte de esgrimar.” Dizia ele. “Muitas das vezes eu saia ferido, e no outro dia voltava para aprender novamente. Não, eu não odiava meus irmãos. Mas poderia matá-los se assim o fosse. Assim foi, bom chegarei lá.”

   Confesso que me assustei quando ele disse que poderia matar seus irmãos, mas estou antecipando demais. Tem muita coisa para contar. Ouvi coisas que jamais pensei ouvir em vida.

   Lorde B. veste-se impecavelmente. Seus dedos são revestidos por anéis de ouro e prata cravejados de gemas e brilhantes. É um homem alto, pelo menos vinte centímetros mais alto que eu, que sou de estatura mediana.

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 10:09:11 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Seus olhos são de uma profundidade animalesca. Às vezes parece crepitar chamas no lugar de suas pupilas, mas creio que sejam apenas as longas horas das quais passamos juntos e o uivo infindável dos lobos dos bosques próximos.

   Voltando a vida do senhor do castelo, ele contou um caso mais avançado de sua vida. Quando tinha pouco mais de vinte anos e participou do primeiro combate real ao lado de seus dois irmãos mais velhos Vylkran e Melkrilav.

   “Vylkran e Melkrilav estavam mais a frente montados em cavalos. Ambos vestiam armaduras com elmos e portavam lanças e espadas. Eu estava caído ao chão e havia sido ferido por uma seta inimiga.”

   Ele fez um sinal aonde a seta havia atingido seu corpo, embaixo da axila.

   “Acabamos sendo capturados. Meus irmãos e eu não conseguimos derrotar o exército inimigo. Melkrilav, o quinto filho foi morto em batalha. Vylkran — o segundo filho — e eu fomos aprisionados.”

   “Fomos levados para uma fortaleza, na verdade, um posto avançado. E aprisionados. Aqueles que nós combatíamos nos ameaçaram e brincaram conosco, como se fôssemos animais. Talvez fosse o que meus irmãos faziam comigo em nossos treinos. Acabou, que depois de três dias aprisionados. Um dos guardas disse que um de nós poderia ser liberto. Àquele que fosse capaz de matar o outro num combate.”

   Lorde B. caminhou de um lado para o outro.

   — Aceita um pouco mais? — ele me perguntou oferecendo mais vinho.

   — Obrigado. — aceitei de bom grado.

   Como era doce e suave o vinho que ele me servira.

   — É de uma safra antiga, guardada por meus ancestrais. — disse ele parecendo responder ao meu pensamento.

   Às vezes parece que ele faz isso, sabe. Parece estar atentamente ligado aos meus pensamentos e responde coisas que nem disse a ele. Mas não sei. Acho que isso não pode ser possível. — me benzia várias vezes quando pensava nisso. Rezava também ao bom Senhor Jesus.

   — Então... o senhor matou o seu irmão? — perguntei descontraído. Acho que o álcool já agia em mim.

   — Vamos voltar a narrativa, então... — disse ele. — Meu irmão e eu fomos levados a uma arena improvisada. Cercada por estacas grandes de madeira que faziam o cercado e nos impedia de fugir. Ao redor, haviam bancos e arquibancadas. Era uma arena de morte.

   “Eu portava uma lança e um escudo. Meu irmão um mangual. A batalha foi sangrenta. Tive um dos braços quebrados, o que eu protegia com o escudo. Meu irmão golpeou-me violentamente que amassou o escudo e quebrou meu braço.”

   “Também não fiquei atrás. Arranquei um dos olhos dele com um golpe de raspão de minha lança. E feri sua perna quando a trespassei.”

   Quanto mais conversávamos e eu anotava sua história, Lorde B. me servia mais vinho e também bebia em seu cálice de prata.

   “Nossa luta, no entanto, foi interrompida. O posto avançado foi atacado. Meu irmão e eu cessamos o combate desconfiando que fossem nossos irmãos vindo ao nosso encontro. Mas estávamos errados. Um exército ainda pior do que os que combatíamos dizimou nossos inimigos e novamente, meu irmão e eu fomos aprisionados.”

   “Aqueles cavaleiros sem nome, sem reino vinham em busca de apenas um propósito: sangue. Eles nos levaram para terras longínquas, para longe da Romênia. Não sei exatamente para onde. Lá fomos postos para continuar nosso combate.”

   “Mas desta vez sem as armas mortais que carregávamos. Deixaram conosco apenas uma adaga para cada um. E assim voltamos ao nosso combate, uma luta até a morte. Dilarecamos um a pele do outro. O sangue jorrando e a multidão indo a loucura. A luta agora se dava no pátio interno de um castelo. A neve caia fraca, mas o frio gelava nossos corpos fragilizados e debilitados.”

   “Num último ataque, Vylkran desesperado e cego de um olho, atacou-me e perfurou minha barriga. Eu tive forças para apenas cravar a minha adaga em seu ombro, mas acabei acertando uma artéria e ele sangrou até a morte. Não teria um fim muito diferente. Caí e sangraria até a morte, ao menos eu pensei que seria isto.”

   Ele parou de falar.

   Levantou-se e olhou para a escuridão das montanhas lá fora, pela janela.

   — O que foi que aconteceu? — perguntei temendo ouvir a resposta. — Como o senhor sobreviveu?

    Ele não respondeu, parecia perdido em seus próprios pensamentos.

   Quando se virou, parecia estar diferente. Talvez arrumara o cabelo de forma diferente. Parecia ter cortado o cabelo, mas impossível, não daria tempo. Acho que estou realmente bêbado.

   — Acho que bebeu o bastante sim, senhor Velkan. — disse ele mais uma vez respondendo aos meus pensamentos. — Mas ainda há algo que preciso fazer, antes de dispensá-lo por esta noite. Um lugar que preciso lhe mostrar.

   Acompanhei-o seguindo pelos corredores do castelo. Cada passo que eu dava era difícil, a bebida me entorpecia. Tudo parecia girar.

   Chegamos a uma área que eu nunca havia visitado. Um calabouço, ao menos era isso que parecia ser. Os passos da bota grossa que Lorde B. calçava ecoavam cada vez que ele avançava. O restante era um silêncio mortal que perpetuava o recinto.

   Passamos por portas de metal, as quais não prestei muita atenção. Talvez mesmo que estivesse lúcido não iria prestar muita atenção, com medo do que poderia haver ali.

   Lorde B. abre uma porta no fim do corredor e adentramos.

Uma sala de tortura. Definitivamente foi a primeira impressão que tive daquele local.

   Uma cama no centro da sala com amarras de couro e correntes. No teto mais correntes e ganchos de diversos tamanho. Uma fornalha em um canto e instrumentos para operação em outro. E o que mais me amedrontou e desesperou, o cheiro de carne queimada e morte.

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 10:05:04 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Quando pensei em dar meia volta e fugir dali, ouvi em minha mente a voz grave de Lorde B. “Não há escapatória”. Sua voz soou em minha cabeça como se ele falasse diretamente dentro dela.

   Comecei a gritar e tentei correr pelo corredor, mas fui suspenso por uma mão forte que me jogou para dentro da sala. Voou sobre mim e caímos no chão, derrubando a bandeja com os instrumentos cirúrgicos.

   Seus olhos brilhavam em um vermelho intenso, sobrenatural, monstruoso — demoníaco. “Deite-se e cale-se”. Novamente veio sua ordem mental.

   Sem que eu quisesse, me levantei e deitei na cama e quando fui dar por mim, estava amarrado pelos pulsos e tornozelos.

   — O que vai fazer comigo? Quem é o senhor, o que é você? Vai me matar?

   — Acalme-se jovem Velkan... — ele disse calmamente. — Uma pergunta de cada vez.

   De repente começou a rir. Uma risada cruel e ao mesmo tempo histérica e de alegria. É importante ressaltar que eu nunca havia visto Lorde B. esboçar um sorriso que fosse. Seu rosto frio e calculista estava sempre fechado, não aparentava maldade, apenas frieza. Nunca pensei que fosse o louco que mostrou ser agora.

   — Quem sou eu? — novamente ele riu. — Vou contar-lhe. Não precisa se apressar. Mas agora, se eu vou te matar? Não, não. Você precisa viver muitas noites. Preciso de você vivo, pelo menos por enquanto.

   Da mesma forma inesperada que se tornou um gargalhador exaustivo, ele voltou a sua frieza racional e calculista.

   O lorde começou a massagear seu rosto e o cheiro de carne queimada exalava dele. Pude ver que seu cabelo negro escorria pelos ombros, caindo. Quando ele terminou o processo, vi sua verdadeira forma, ao menos era algo que eu nunca havia imaginado ver. Nem ao menos em existir, apenas em histórias de demônios contadas pela Santa Igreja.

   Seu rosto se tornou esguio e cadavérico. Chifres brotavam de sua testa. Sua pele parecia ser formada por um couro grosso e rígido, de aparência áspera. Seus olhos mais incandescentes do que nunca me fuzilavam e metiam medo. Sua boca se arreganhou e, antes que eu desmaiasse, avisei grandes presas, como dos lobos que eu tanto odiava e seus uivos incessantes.

   Gritei de dor quando senti seus caninos rasgando minha pele. Ele abocanhara meu pescoço e sugava meu sangue. Uma única palavra veio a minha mente antes que eu desmaiasse: vampyr — Vampiros, demônios noturnos bebedores de sangue.

   Quando acordei sentia muita dor e ardência por todo corpo. Dor semelhante de quando nos queimamos com fogo, mas esta dor era em todo o corpo.

   Eu estava sozinho na câmara. Tentei me mover, sem sucesso. Estava ainda imobilizado naquela cama, mas desta vez, ela se encontrava disposta na vertical e eu podia observar a sala. Era grande, com cantos escuros. Dois castiçais iluminavam uma mesa com papéis e um tinteiro.

   Quando olhei para baixo vi uma camada espessa de banha e uma massa escura chapiscada por sangue coagulado. Foi quando tive uma visão ainda pior.

Minha pele havia sido arrancada de mim. Eu estava apenas no músculo. Podia ver cada camada de meus músculos se entrelaçando. Comecei a gritar desesperado.

   Não sei quanto tempo fiquei daquele jeito.

   Criados vinham até mim e me serviam alimentos. Lorde B. sumiu por alguns dias, na verdade, noites. Pois era um vampiro, agora mais do que comprovado. E quando surgia, fazia com que eu bebesse seu sangue. Eu tentava resistir, mas de alguma forma me sentia motivado a fazê-lo. E depois de algumas vezes, achei bom, era... Deliciosamente excitante!

   Tentei subornar os criados para que me tirassem dali, mas eles se mostravam leais ao extremo para com seu senhor. Alguns chegaram a me esbofetear e chicotear. Mas paravam depois de três ou quatro golpes. Ouvi um ou outro sussurrar algo sobre — o mestre o quer vivo.

   Tempos depois o lorde voltou e arrastava com ele para a câmara algo grande e pesado. Quando puxou o ser para mais perto de mim, percebi ser um grande urso marrom. Eu falava com ele, xingando-o e insultando-o, ele não se alterava.

   — Pronto para continuarmos nossa história? — perguntou ele como se ainda estivéssemos naquela velha noite e que nada tivesse acontecido.

   Tentei argumentar e pedir para que fosse poupado, mas ele não parecia ouvir.

   — Pelo amor de Deus, me tire daqui. Deixe-me viver! — eu bradava.

   — Pelo amor de seu Deus Pregado-à-cruz eu o deixei viver, por algum acaso eu o matei?

   “Fui levados por aqueles que nos havia prendido e consagrado vampiro. Você deve saber o processo, morder, doar sangue e a metamorfose foi feita. Não pense que foi tão fácil quanto parece. Quase morri no processo e fui trancafiado numa urna e jogado num rio.”

   “Não sei por onde naveguei nem por quanto tempo. Quando tive forças e fome, a sede por sangue, arranquei o tampão do caixão e sai. Estava atracado à margem de uma cachoeira. Sozinho e com fome, no meio do nada, busquei pelo meu alimento. Sobrevivi aquela noite graças aos treinos com meus irmãos no trato com animais e caça.”

   “Eu teria medo de mim mesmo, você sabe, você agora está temendo a mim não é? Sabe muito bem o demônio que eu sou. Posso ouvir sua alma gritar isso silenciosamente.”

   Novamente ele teve um acesso de risos. E novamente cessou invariavelmente.

     “Minha primeira vítima foi um gamo. De alguma forma ele não fugia de mim e pude tocá-lo e abatê-lo. Bebi seu sangue até a última gota. Quando me recuperei do êxtase, percebi que havia arrancado a cabeça do veado e uma marca de queimadura havia ficado

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 10:04:46 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

no local. Minhas mãos pareciam ter esquentado a ponto de derreter a pele dele... Como eu adorei isto.”

   “Eu conhecia a história dos vampyrs. Sabia que eles eram destruídos pelo fogo e pelo sol. Que temiam o alho e símbolos religiosos. E que estacas cravadas em seu coração poderiam matá-los. Metade disso é bobagem, a outra metade é mera lenda quase fictícia. Quase nada é verdade.”

   Enquanto conversava comigo contando suas primeiras noites como vampiro, Lorde B. cortava as patas do urso com as próprias mãos. Era realmente como ele dizia, suas mãos podiam derreter a pele do vigoroso urso como se fossem pergaminhos. Era assustador!

   — Assustador? Você ainda não viu nada. Acalme-se, você é muito apressado. — ele se levantou e levou as patas para perto de mim, colocando-as sobre uma mesa pequena. Depois fez umas anotações em alguns pergaminhos, em outra mesa.

   “Depois de muito vagar por terras selvagens, consegui um cavalo e alcancei uma aldeia. Lá consegui roupas novas e testei a mim mesmo como um vampyr. Estava aprendendo a ser um assassino da noite. E estava adorando.”

   “Sabia que podia enxergar no escuro, ouvir e sentir cheiros a distâncias incríveis, tal como um predador. Pois era o que eu era. Um predador. Com um pouco de concentração eu conseguia compreender e fazer-me compreensível a animais. Alguns são idiotas demais para compreender ordens mais complexas. Mas, por exemplo, o cavalo que consegui compreendeu bem quando disse “leve-me onde existe outros que nem a mim”.”

   “Eu havia sido transformado com quase quarenta anos. Levei quase um ano para poder voltar a minha gente, não a minha família mortal. E sim a minha gente, a espécie superior. Nós os vampyr.”

   Era asqueroso a forma com que ele se achava superior. E mais ainda nojento eu me sentia, porque nada podia fazer, indefeso e imóvel preso àquela mesa de tortura.

   — Eu não ia fazer isto agora, mas já que você se mostra tão insensível... — disse ele enquanto estalava os dedos. — Ai, ai senhor Velkan. Você está me saindo um menino muito mau.

   Quando vi o que eram seus dedos comecei a chorar de desespero. Seus dedos haviam se alongado a ponto de se parecer com garras animalescas. Suas unhas eram enormes, como garras de grandes felinos.

   Ele tocou meu ombro e meu braço e começou a cortá-lo! Ele iria arrancar meus braços! A dor era trucidante. Senti que urina escorria por minha perna, ao mesmo tempo em que fezes escorriam pela mesa e caíam ao chão.

   “Uma mulher elegante e muito linda, linda não deslumbrante. Talvez a mulher mais linda que eu havia visto em minha vida mortal e imortal, surgiu para mim numa noite. Era uma de mim, uma vampyr. Yele era seu nome.”

   “— Boa noite criança da noite. — ela me disse. — Sou sua criadora e senhora. A mim você deve respeitar e aprender.”

   “Obviamente eu demorei a compreender. Mas ela me explicou calmamente o que havia acontecido. Ela havia me criado e me testado para ver se eu era digno de sua linhagem. Mostrei minha superação ao conseguir alcançá-la de volta a Romênia.”

   “— Agora você deve aprender os segredos mais sombrios de nossa espécie.”

   “Com ela eu estudei e aprendi. Ensinou-me a arte de Moldar o Corpo, os diferentes estágios e como fazê-lo sem desperdiçar a matéria prima. Mas é um processo doloroso e desgastante. Muitas cobaias acabam morrendo no processo.”

   — Não precisa temer Velkan, eu era jovem. Atualmente sei fazer corretamente.

   “Estudei diversos campos do Ocultismo e rituais sangrentos e macabros. Muitas das lendas de demônios e magia antiga se mostraram ser apenas lendas, enquanto outras se revelaram para mim como reais e possíveis de ser feitas.”

   “Passaram-se alguns anos. Meu corpo se tornou forte e resistente. Minha força também aumentou em grande escala. Não só os segredos da magia Yele me ensinou, com também de nossos dons naturais e da possível história de nossa linhagem.”

   “Yele falou sobre anciões que adormeceram e nunca mais foram vistos. Apenas alguns poucos de nós tinham acesso a eles. Haviam outros seres sobrenaturais, lobisomens, fantasmas, demônios, anjos, fadas, múmias, magos... o Mundo Selvagem, ou Tenebroso, Trevas... Era como ela se referia quando falava deles.”

   “Pouco a pouco fui deixando de ser humano. Haviam coisas que eu nunca imaginei que pudesse fazer. Participei com ela de rituais sangrentos que envolvia a morte de dezenas de pessoas. Uma orgia de sangue e prazer. Lá vi pela primeira vez a transformação de outro vampyr, a forma zulo, era como eles chamavam.”

   Ele parou de falar.

   Escuridão.

   Acordo.

   Sou despertado por um suave beijo.

   Quando acordo vejo que uma das servas de Bratovitch estava em minha frente. Ela tinha um pano úmido em mãos e me olhava com dó.

Carregava também um balde com água, havia limpado meu corpo e passado algum tipo de ungüento de ervas nas feridas feitas pelo seu senhor em suas experiências demoníacas.

   — Por favor senhor, não tema. Vou tirá-lo daqui. — disse a jovem moça.

   — Não faça nada. Ele irá nos matar. — eu disse com a voz fraca. Não sei quanto tempo estive desacordado. — É muito perigoso.

   Ela não me dava ouvidos e continuava a soltar as correias que me prendiam.

   Eu mesmo já havia me tornado um monstro. Sem pele cobrindo o corpo, os lábios desfigurados num sorriso eterno. Os olhos esbugalhados sem membrana a cobrir. E agora com braços peludos e fortes, braços de ursos, no lugar de meus próprios.

   Caio fraco ao chão quando ela soltou as últimas amarras. Ajudou então a me levantar e seguimos para fora do calabouço. Com cuidado ela me levou por passagens secretas que levariam para longe do castelo.

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 10:04:28 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

   Quando atingimos o bosque, do lado de fora, estava anoitecendo. — um mau presságio.

   Um uivo melancólico e selvagem surgiu nas entranhas da mata escura. O uivo que tanto me assombrava.

   Não demorou muito para uma alcatéia surgir por entre os galhos e árvores. Lobos ferozes de olhos amarelos e pelagem escura. Totalizavam cinco, seis, oito... A cada instante apareciam mais. Todos rosnando e nos encurralando contra a rocha onde saía a passagem.

   Um dos lobos tomou a frente, um lobo grande cinzento e, como um urso ficou ereto, de duas patas. Após dois passos em nossa direção, transformou-se instantaneamente no odioso Lorde Manfred A. Bratovitch.

   — Já vão embora? Tão cedo? — perguntou ele olhando para nós. Ele cruza os braços e observa indiferente para nós com aquele olhar impiedoso.

   Tentei puxar a moça pela mão e corremos por um dos cantos, tentando passar pelos lobos. Mas fomos perseguidos e encurralados por eles novamente. Lorde B. comandava a eles.

   — Tola! — disse o lorde enquanto dava um tapa no rosto da escrava que o traíra. — Como ousa me trair, pagará com a morte.

   Sem que ela pudesse responder, ele arranca o coração dela com um único puxão. Antes que ela caia ao chão, ele a suspende e joga para seus lobos famintos, que a devoram ferozmente.

   Ele vem até mim lambendo o coração e bebendo todo o sangue, como se fosse uma fruta suculenta.

   — Você acha que eu sou mau? — perguntou ele com desdém. — Você ainda não viu o que é ser mau. Não sabe o que é maldade. Vamos Velkan, venha. Despeje sua raiva em cima de mim.

   Foi o que eu fiz, parti para cima dele.

Usando toda a força que eu tinha de meus novos e abomináveis braços de urso, tentei acertar seu rosto, sem sucesso. Ele foi muito mais veloz e desviou do ataque.

   Eu estava fraco, me sentia fraco.

   — Você é fraco Velkan. — disse o lorde. — Eu te transformarei em algo mais forte...

   — Nunca! Não quero ser como você.

   — Como eu? — perguntou ele como se eu tivesse feito a mais estúpida das perguntas. — Nunca! Isto eu não concederei. O Dom Maldito é algo muito secreto e sagrado para lhe entregar. Você será apenas mais do que um Saco de Carne, será um deus entre formigas, de fato. Mas nunca um vampyr. Não-humano e nem vampiro. Apenas um servo útil para meus planos.

   Sem mais forças para lutar, desmaiei.

   Acordei com o doce gosto do sangue do mestre em minha boca.

   — Escravo...

   — Sim mestre.

   — Muito melhor assim. Vamos concluir minha história. E você estará pronto para me servir.

   “Alcancei a forma zulo após muito treino e dedicação. Aprendi também a arte obscura, a feitiçaria negra. Koldun. Podia convocar as chamas profanas do inferno. Poderia destruir até mesmo vampyr inimigos, só de pensar nisso eu me fascino.”

   “Depois disso Yele me deixou. Disse que eu já estava pronto e que poderia seguir. Foi o que fiz. Voltei para casa, minha antiga mansão. O castelo Bratovitch”

   “Meus familiares, aquele gado imbecil haviam me dado por morto. Minha mãe, aquela cadela desgraçada havia tido mais filhos. Meu pai já havia até morrido e Joyghr, o filho mais velho de todos, havia assumido como patriarca.”

   “Matei todos. Um banho de sangue. E por quê? Capricho, alguns diriam. Eu não. Acho que foi mesmo apenas por diversão, apenas pelo prazer de matar. Afinal, eram apenas carne e sangue.”

   “Deste então resido neste castelo. Venho estudando a transformação e cultos antigos. Vez ou outra me encontrei com Yele e outros de nossa linhagem.”

   “Se eu nunca encontrei outros? De outra espécie? Hum, sim. Já. Tem até um caso que eu deveria ter contato. Mas ainda há tempo. Meu castelo foi invadido por um bando de desgarrados. Vampyrs sem objetivo, cujos únicos ideais são matar, beber sangue e continuar... Feras sem rumo.”

   “Quando invadiram minha casa, os meus domínios eu me revoltei. Queimei-los em meu fogo profano e os que consegui capturar ainda com vida, bom... tiveram um fim ainda pior. Pois não tiveram uma morte tão rápida...”

   — Este sou eu. — meu mestre disse. — Manfred Alkiostoff Bratovitch, seu senhor. Senhor destas terras e até aonde seus olhos mortais podem ver.

   Ele me soltou e depois me conduziu até o hall, na entrada do castelo.

   — Deixe-me vê-lo Velkan, deixe-me ver a bela arte que eu acabei de criar. Ah, está perfeito.

 

Velkan Arthoris Vallerious,

Carniçal de Lorde Bratovitch

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 10:03:51 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Terça-feira , 29 de Janeiro de 2008


Retomando... Diário de Friedrich Metternich

Não, não abandonei o Blog, pelo contrário, faltava-me era tempo e um pouco de disposição para com ele.

 

Bom, aqui estamos nós outra vez. Muita coisa mudou em minha vida, puxa... eu não posto nada desde de novembro de 2006. Já faz uma cara!!! Tanta coisa aconteceu. Coisas boas e coisas ruins, mas enfim, sobrevivi e cá estou eu novamente.

Carnaval chegando, acampamento programado pra Búzios, espero que pare de chover e faça um solzinho que seja (não acredito que logo EU, vampiro... como sou chamado por alguns, estou clamando por sol, que controverso).

Mas não estou aqui por causa disso. E sim porque senti novamente vontade de escrever, e um novo conto vampiresco está a surgir. Muito bem, vamos lá.

 

Diário de Friedrich Metternich

 

Verão de 1772, faz frio e chove constante lá fora.

No entanto, aqui dentro a água cai morna e gostosa na banheira de meu banho espumoso. Preparado com sais de banho importado do oriente pelos melhores servos que o dinheiro pode comprar.

Alguns diriam que um vampiro com muitos caprichos está desperdiçando sua imortalidade, mas como eu disse, meu lema é “Às vezes sou chamado de degenerado, mas tudo o que faço é aproveitar a minha não-vida apreciando o que há de mais belo: a arte!” — pois bem, muitos podem não achar, mas eu me vejo como uma peça rara e única de arte.

Um ser imortalizado na plenitude da vida, dotada de conhecimentos profundos e amores apaziguadores.

— Este lugar não é meu, não me pertence. Não sei, é estranho. — penso comigo.

Entro no banho.

A água suave e morna abraça minha pele branca como o mármore. Meus cabelos negros são instantaneamente ensopados quando eu curvo a cabeça.

— Esta casa me é estranha, não é como as outras que eu chegava e me sentia em casa. — eu falava comigo mesmo, às vezes em pensamento e às vezes pensando alto. — As demais residência as quais habitei me faziam sentir confortável.

Termino o banho.

— Tudo bem que nada me faria sentir em Lienz, mas era um esforço. — pego uma toalha branca e começo a me enxugar enquanto sigo para o dormitório.

O quarto é lindo, magnífico. Com uma enorme cama com dosséis belíssimos com imagens de anjos esculpidos ao redor como que em voando em círculo rumo ao nosso Senhor Jesus. Mas mesmo assim, não me sinto bem vindo. Não me sinto em casa.

Começo a me vestir.

— Eu não compreendo. É como se alguém não quisesse que eu estivesse aqui, não sei dizer. Talvez eu mesmo não desejasse estar aqui.

Paro então para refletir um bocado.

Avisto meu antigo relógio de bolso, presente de minha amada Axelia, minha criadora e amante, a vampira milenar que me concedeu o sangue vampiresco.

— Parte disso é verdade, eu não quero estar aqui realmente. Gostaria de estar ao lado dela, caçando na noite, percorrendo telhados e voando na noite fria e úmida.

Termino de me vestir. Os trajes de baixo cobertos por uma calça de seda fina e uma sobrecasaca de lã. As mangas e as golas em renda bordada à mão e um belo camafeu prendendo a gola.

— Estou divino. — reflito.

Sigo até a penteadeira e pego uma escova de cabelos. Começo a desembaraçar os fios negros que pendem em minha cabeça. Enquanto isto, me observo no grande espelho. Minha imagem imortalizada no rosto do pintor do século XV, Friedrich o artista fracassado.

Eu rio com isto.

Mas estava lá e para sempre estaria. Os olhos de um verde intenso como duas esmeraldas. O cabelo negro e que atingiam os ombros. O corpo nem másculo demais, nem magro, até atlético, para alguém que só segurava um pincel e uma aquarela. Meu queixo quadrado coberto por uma barba serrada eternamente por fazer. Não adiantava, todas as noites eu fazia aquele vestígio de barba, no início da noite posterior, lá estava ela, intacta.

— Preciso ir embora daqui, este lugar não me pertence mais. — ralho. — Nunca pertenceu!

Rapidamente começo a arrumar minhas coisas mais pessoais.

Com um comando mental, dois vassalos surgem batendo a porta.

— Chamou-nos senhor? — perguntaram hipnotizados por mim.

— Sim, preparem minha partida. Quero tudo pronto até a próxima noite. Vou voltar para minha amada Lienz. — eles acenaram com pressa e logo correram para cumprir as ordens.

Sigo para a janela do meu quarto e fico a observar o horizonte.

Os campos distantes invisíveis por olhos mortais, mas que meus olhos vampirescos podiam captar perfeitamente. O céu de vários tons de lilás com um azul-avermelhado. Uma propulsão de cores magníficas, uma tela viva nos céus.

De repente, meus sentidos captam algo que não fazia parte da ordem natural de meu lar. Meus criados estavam todos voltados para a minha partida apressada. Então...

— Quem é aquele homem que caminha no terreiro?

Sem pensar muito, salto da janela e deixo meu corpo cair. Sinto o vento percorrendo minha pele e adentrando pelos vãos da minha roupa. Delicioso.

Antes que meu corpo se desse de encontro com o chão, plano no ar e pouso exatamente atrás do invasor.

— Também gosto de passear neste jardim... — digo para chamar-lhe a atenção.

O homem olha assustado. Sua mente logo se conecta com a minha — ladrãozinho barato.

Sem pensar duas vezes, com minha velocidade sobrenatural, torno a passar para trás dele e cravo minhas presas em seu pescoço. Ele grita de dor enquanto eu bebo seu sangue.

Deixo uma ordem mental para um dos criados se livrar do corpo dele. Volto flutuando para meu quarto como um fantasma na noite.

E foi assim minha última noite nesta casa, antes de partir em viagem rumo a minha terra natal, minha amada Lienz.

Espero escrever aqui novamente. Minha querida tutora disse que ela escrevia também, eu sabia. Muitas das vezes precisava puxá-la daqueles pergaminhos e cadernos para passar um pouco de sua imortalidade comigo.

Sorrio novamente, eu adoro o meu sorriso. Principalmente quando aparecem minhas presas.

Pois bem, para quem encontrar ou acabar lendo isto daqui, espero que tenha sido uma leitura agradável.

Um abraço e beijo do vampiro Augustus.

Escrito por †#!@GØ £ØP3$ às 12:06:43 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, COPACABANA, Homem, de 20 a 25 anos, English, Italian, Livros, Cinema e vídeo, RPG
MSN - XXXX@XXXX

Histórico